Idoso diagnosticado com a Doença do Pombo recebe alta em SP Deus me mandou de volta

Desentupidora e Dedetizadora

Idoso diagnosticado com a 'Doença do Pombo' recebe alta em SP: 'Deus me mandou de volta'

O calculista Claudio Luiz Arantes de Carvalho, de 62 anos, passou duas semanas internado na Santa Casa de Santos após ser diagnosticado com criptococose.

Por Gabriel Gatto, G1 Santos

27/01/2020 20h33  Atualizado há 4 semanas


Calculista de 62 anos recebeu alta médica após ser diagnosticado com a doença do pombo — Foto: Arquivo PessoalCalculista de 62 anos recebeu alta médica após ser diagnosticado com a doença do pombo — Foto: Arquivo Pessoal

Calculista de 62 anos recebeu alta médica após ser diagnosticado com a doença do pombo — Foto: Arquivo Pessoal

 

calculista de 62 anos, que foi diagnosticado com a doença do pombo, recebeu alta médica após passar duas semanas em tratamento em Santos, no litoral de São Paulo. Em entrevista ao G1 nesta segunda-feira (27), Claudio Luiz Arantes de Carvalho afirma que a rapidez do diagnóstico médico foi fundamental para a cura da doença.

Os sintomas da 'doença do pombo', como é conhecida a criptococose, apareceram para Claudio no dia 4 de janeiro. Com fortes dores de cabeça, ele procurou o Pronto Socorro da Santa Casa de Santos, onde, a princípio, foi diagnostico com sinusite. Uma semana depois, porém, o quadro do calculista não apresentou melhora e ele passou por novos exames.

"Voltei ao pronto socorro no dia 12 de janeiro com as dores de cabeça muito mais fortes. Eles fizeram tomografia, raio-x e outros exames, preocupados com a possibilidade de um caso de meningite. Porém, descobriram que eu já estava com o fungo do pombo instalado na minha cabeça e eu fui internado imediatamente", explica.

O calculista permaneceu na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da Santa Casa até o dia 15 de janeiro, quando respondeu bem ao tratamento e foi autorizado para ir ao quarto do hospital. "Tudo ocorreu como esperado pela equipe de infectologia, não tive nenhum problema e a recuperação tem sido muito boa".

 

"A rapidez do diagnóstico e a ação da equipe de infectologia da Santa Casa de Santos foram muito importantes nesse tratamento. Desde as enfermeiras e a equipe, muito atenciosas e que ajudavam a melhor o astral, até os médicos, todos muito preparados", afirma.

O paciente pode retornar para casa no último sábado (25), quando recebeu alta médica e foi liberado do hospital. "Deus deve ter achado que não era a minha hora e me mandou de volta", brinca.

Contador foi acompanhado pela esposa, Sônia Márcia de Carvalho, durante o tratamento da criptococose  — Foto: Arquivo pessoalContador foi acompanhado pela esposa, Sônia Márcia de Carvalho, durante o tratamento da criptococose  — Foto: Arquivo pessoal

Contador foi acompanhado pela esposa, Sônia Márcia de Carvalho, durante o tratamento da criptococose — Foto: Arquivo pessoal

 

Cuidados

 

O calculista explica que era acostumado a realizar a jardinagem da casa onde mora, porém, sem os equipamentos de proteção adequados. "A máquina de podar o mato acaba acumulando muita poeira e a gente respira aquele pó, que pode trazer doenças. Equipamentos como luvas, uma máscara e óculos fazem a diferença".

"As fezes dos pombos acabam na vegetação e, quando eu cortei, posso ter respirado o fungo. Com certeza vou tomar mais cuidado", afirma Claudio.

Claudio afirma que, apesar de ainda sentir sintomas como cansaço e dores, melhora gradativamente. "Não estou 100%, mas estou melhorando bem. O que importa é que, depois do susto, a gente começa a pensar um pouco diferente sobre a vida. Nossa saúde é o mais importante e tomar esses cuidados é essencial".

 

 

'Doença do pombo'

 

Em entrevista ao G1, a infectologista Rosana Richtmann disse que a rápida reprodução dos pombos dificulta o controle da doença em grandes cidades. "As fezes ressecadas dos pombos, espalhadas pelo vento, podem ser inaladas e causar doenças", declarou. A ordem é evitar o contato com animais e lugares de concentração dos pombos.

Em 2019, um cinegrafista, de 43 anos, e um empresário, de 56 anos, morreram em decorrência da criptococose, conhecida como "Doença do Pombo", em Santos, no litoral de São Paulo, cidade vizinha a São Vicente.

Veja o ciclo da criptococose  — Foto: Arte/TV GloboVeja o ciclo da criptococose  — Foto: Arte/TV Globo

Veja o ciclo da criptococose — Foto: Arte/TV Globo

Materia completa a baixo:

Fonte:https://g1.globo.com/sp/santos-regiao/noticia/2020/01/27/idoso-diagnosticado-com-a-doenca-do-pombo-recebe-alta-em-sp-deus-me-mandou-de-volta.ghtml