Mudança climatica pode representar ameaça para fertilidade de insetos

Desentupidora e Dedetizadora

Mudança climática pode representar ameaça para fertilidade de insetos

A mudança climática pode representar uma ameaça para a fertilidade de insetos, indicou um estudo publicado pela revista Nature.

A mudança climática pode representar uma ameaça para a fertilidade de insetos, indicou um estudo publicado pela revista Nature.   Segundo pesquisa da Universidade de East Anglia, da Inglaterra, as ondas de calor afetam o esperma dos machos de algumas espécies. Esse fator poderia explicar por que a mudança climática está tendo impacto sobre a população de diversos insetos.   Para realizar o estudo, os pesquisadores, liderados pelo professor Matt Gage, observaram a reação de besouros-castanhos expostos a ondas de calor simuladas dentro de um ambiente controlado.   Por meio de uma série de experimentos, a equipe analisou o prejuízo causado à capacidade reprodutiva do inseto e também características de seus descendentes.   Os pesquisadores descobriram que uma primeira onda de calor reduzia pela metade o número de filhotes que os besouros eram capazes de ter. Já a segunda, tornava os machos praticamente estéreis. A produção de esperma caía em três quartos após a exposição. Os testes também mostraram que esses espermatozoides tinham mais dificuldade de avançar pelo aparelho reprodutor da fêmea.   Comportamento   Além disso, os cientistas também analisaram o impacto das mudanças sobre o comportamento sexual dos insetos e descobriram que a frequência das "relações" caiu pela metade após a exposição.   A pesquisa mostrou que os filhotes de besouros de pais expostos às ondas de calor viviam menos tempo, também tendo o rendimento reprodutivo afetado.   "Os insetos na natureza podem experimentar múltiplas ondas de calor, o que poderia se transformar em um problema para a população se a reprodução masculina não se adaptar. Esses resultados são muito importantes para entender como as espécies reagem à mudança climática", disse Kris Sais, um dos integrantes da equipe da Universidade de East Anglia.   Os pesquisadores esperam que as descobertas sejam incorporadas nos modelos que calculam a vulnerabilidade das espécies e, em última instância, ajudem na elaboração de planos de preservação.     Fonte: EBC  Foto: Georg Goergen    Voltar para Destaques

Segundo pesquisa da Universidade de East Anglia, da Inglaterra, as ondas de calor afetam o esperma dos machos de algumas espécies. Esse fator poderia explicar por que a mudança climática está tendo impacto sobre a população de diversos insetos.

 

Para realizar o estudo, os pesquisadores, liderados pelo professor Matt Gage, observaram a reação de besouros-castanhos expostos a ondas de calor simuladas dentro de um ambiente controlado.

 

Por meio de uma série de experimentos, a equipe analisou o prejuízo causado à capacidade reprodutiva do inseto e também características de seus descendentes.

 

Os pesquisadores descobriram que uma primeira onda de calor reduzia pela metade o número de filhotes que os besouros eram capazes de ter. Já a segunda, tornava os machos praticamente estéreis. A produção de esperma caía em três quartos após a exposição. Os testes também mostraram que esses espermatozoides tinham mais dificuldade de avançar pelo aparelho reprodutor da fêmea.

 

Comportamento

 

Além disso, os cientistas também analisaram o impacto das mudanças sobre o comportamento sexual dos insetos e descobriram que a frequência das "relações" caiu pela metade após a exposição.

 

A pesquisa mostrou que os filhotes de besouros de pais expostos às ondas de calor viviam menos tempo, também tendo o rendimento reprodutivo afetado.

 

"Os insetos na natureza podem experimentar múltiplas ondas de calor, o que poderia se transformar em um problema para a população se a reprodução masculina não se adaptar. Esses resultados são muito importantes para entender como as espécies reagem à mudança climática", disse Kris Sais, um dos integrantes da equipe da Universidade de East Anglia.

 

Os pesquisadores esperam que as descobertas sejam incorporadas nos modelos que calculam a vulnerabilidade das espécies e, em última instância, ajudem na elaboração de planos de preservação.


 

Fonte: EBC

Foto: Georg Goergen