Dengue cresce em 2018 e vírus que não circula há sete anos preocupa

Desentupidora e Dedetizadora

 

Dengue cresce em 2018 e vírus que não circula há sete anos preocupa

O número de casos de dengue em Campinas cresceu no comparativo entre os anos de 2017 e 2018, de 123 para 258 casos

Da Redação | ACidadeON Campinas12/10/2018 07:54

Controle de Mosquito da Dengue

O número de casos de dengue em Campinas cresceu no comparativo entre os anos de 2017 e 2018, de 123 para 258 casos. A porcentagem de aumento é de 109% e segue a tendência estadual, onde os registros cresceram 102%. A informação é da Secretaria de Saúde de Campinas e os dados compreendem o período de janeiro a outubro.  

 

Além do aumento, também preocupa a pasta a dispersão do vírus tipo 2 da doença no Estado. Neste ano, a presença do vírus foi confirmada em Presidente Prudente, Araçatuba, São José do Rio Preto e Piracicaba. Em Campinas, ainda não há registro do outro tipo de vírus. Hoje, o tipo predominante é o tipo 1. 

O tipo 2 circulou na cidade em 2011, mas com baixo número de infectados. Com isso, preocupa também a baixa disseminação do vírus na população, que teria baixa imunidade. "Como estamos em uma cidade com grande circulação de pessoas, ficamos preocupados. Mas doença é a mesma e o vetor é o mesmo", explicou a coordenadora do Devisa (Departamento de Vigilância em Saúde), Tessa Roesler.  

Segundo ela, o paciente pode pegar os quatro tipos de vírus da dengue, mas quando o paciente é reincidente (pega a doença pela segunda vez, de um tipo de vírus diferente), os efeitos podem ser mais graves. Em Campinas, não foi registrado nenhum óbito por dengue neste ano.  

A epidemia na cidade começou em 2014 - quando Campinas foi o município com mais casos do país (42.664) e durou até 2015, quando registrou 65.217 casos. Já em 2016, o número começou a cair, fechando com 3.599 pacientes confirmados.  

PRÓXIMOS PASSOS 
 
A coordenadora explica que o trabalho de combate à dengue é feito durante todo o ano. "O que muda é o perfil das ações que a gente faz. No Inverno, as medidas são preventivas. Já na Primavera e Verão, a concentração é de ações para impedir a transmissão", disse Tessa.  

"Identificamos os casos suspeitos e ou confirmados e desenvolvemos ações no entorno.No momento, estamos numa situação tranquila. Na próxima semana, quando esquentar, começamos a identificar as áreas de transmissão", disse. 
 

 

Fonte: A Cidade On